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8 de março de 2016

Após o Salangô, agora é a vez do Tabuleiro de São Bernardo ser retomado com produção agrícola irrigada no MA

O governador Flávio Dino assinou, na tarde desta segunda-feira (7), um termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Obras contra Secas (Dnocs), que prevê a parceria dos órgãos para a retomada do fomento agrícola no ‘Tabuleiros de São Bernardo’, na região do Baixo Parnaíba. A primeira fase de revitalização do projeto envolve os municípios de Araioses e Magalhães de Almeida, e planeja utilizar uma área de 5 mil hectares – de área total de 11 mil hectares – para a fruticultura irrigada, com a mescla de agricultura familiar e empresarial.

Projeção feita pela gestão da agricultura no Maranhão aponta que, com o aproveitamento total da capacidade produtiva e o uso adequado de tecnologias, será possível atingir um patamar maior de qualidade do produto, com uma média anual de rendimento de até R$ 9 bilhões. De acordo com o governador Flávio Dino, a implementação efetiva do projeto, após 30 anos desde a criação, representa avanços econômicos e sociais, além de reforçar a crença na vocação produtiva local.

“Retomar o Tabuleiro de São Bernardo significa dizer que o Maranhão pode dar certo, diferente do que o Brasil se acostumou a ouvir sobre o nosso estado; mas também possui um significado econômico, porque, com décadas de abandono, nos tornamos grandes exportadores de gente e de dinheiro e grandes importadores de alimentos. Precisamos ter a capacidade de propiciar segurança alimentar para o nosso povo e um fluxo de comércio que não seja tão danoso à economia maranhense”, comentou o governador.

Segundo o governador Flávio Dino, o Estado do Maranhão gasta mais de R$ 1 bilhão por ano na aquisição de alimentos básicos, como leite e derivados, frutas, verduras e hortaliças, volume de capital que pode ser revertido para geração de riqueza e circulação de capital internamente. “Este também é um projeto de importância social, porque permite a circulação de riquezas a partir do que está ao alcance de nossa mão, a agricultura, por exemplo, de onde podemos ampliar o nosso PIB com a velocidade que precisamos para fazer face à expansão das políticas sociais e serviços públicos”, explicou.

Segundo o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra Secas (Dnocs), Walter Gomes, a partir da parceria interinstitucional, será possível ampliar a produtividade e vislumbrar novos investimentos. “O Governo do Estado demonstrou boa vontade em assumir o controle desse projeto. Fizemos uma solução conciliadora, que é a criação de um grupo de trabalho para discutir o projeto. Acredito que essa solução de cooperação técnica vai formar um novo princípio de como desenvolver melhor a agricultura familiar, inclusive para outros estados com quem temos parceria”, opinou Gomes.

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Marcio Honaiser, reiterou a ideia de que os arranjos produtivos locais dos ‘Tabuleiros de São Bernardo’ sejam capazes de permitir um novo cenário para a agricultura maranhense, porque apresenta pré-condições essenciais, como água abundante, condições climáticas e solo favoráveis.

“Esse convênio que assinamos hoje vai permitir uma gestão compartilhada para que esse potencial possa trazer resultados concretos para nossa região. Teremos espaço para que todos possam crescer e ajudar o desenvolvimento do nosso estado, diminuindo importações de frutas, verduras e hortaliças”, comentou. Na região dos Tabuleiros de São Bernardo, a fruticultura prioriza o cultivo de banana, coco, mamão, acerola, laranja, tangerina, goiaba e melancia, além de milho e feijão.

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