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26 de novembro de 2015

Secretário de Segurança suspeita de interesses criminosos nas depredações de Urbano Santos

Durante entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, o secretário Jefferson Portela reafirmou o compromisso das forças policiais com a segurança no Maranhão, dando uma resposta rápida à sociedade.
Realizada na tarde desta quarta-feira (25), a apresentação de José Ribamar dos Santos Portásio, de 26 anos – suspeito de estuprar e matar Maísa Moreno da Silva – reflete num anseio da população de Urbano Santos e de todo o estado, revoltada com o crime cometido com requintes de crueldade contra a criança de apenas seis anos.
“Chegamos rapidamente à autoria, fizemos a defesa dos prédios públicos, impedimos a liberação ilegal de presos, evitamos mortes – porque chegaram a proferir disparos de arma de fogo contra policiais, mas a polícia usou a força com sabedoria”, disse o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, acrescentando que será realizada uma investigação rigorosa sobre o suposto estuprador. “Esse cidadão tem a personalidade voltada para o cometimento de delitos.
É suspeito de outros crimes, outros estupros. A investigação contra ele será profunda e rigorosa”.
A prisão em flagrante do suspeito foi convertida em preventiva pelo titular da comarca de Urbano Santos, juiz Samir Araújo Mohana Pinheiro.
Portanto, José Ribamar dos Santos, a partir de agora, passa a ser considerado um preso de justiça e será encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.
A ação enérgica da polícia resultou, também, na prisão de pessoas que depredaram os prédios que compõem o patrimônio público da cidade.
“Nós descobrimos que, pelos menos, dezoito pessoas estavam envolvidas diretamente com o crime. Doze delas já foram autuados em flagrante, outras estão foragidas” revelou Jefferson Portela.
O secretário disse que a polícia está empenhada em prender os demais envolvidos no episódio.
“Eles serão alcançados pela força policial do Estado do Maranhão. Não há espaço para a fuga”, afirmou.
Entre os envolvidos na confusão registrada na sede da cidade de Urbano Santos nessa terça-feira (24) já estão presos José de Ribamar Dias Dutra, de 40 anos; Adilson dos Santos Monteles, 39 anos; Talvane Moreno da Silva, 20 anos; Elimar da Costa, 27 anos; Robert Richard dos Santos Silva, 18 anos; José da Costa dos Santos, 26 anos; Albert dos Santos Silva, 19 anos; Elias Dutra Santos, 20 anos; José Pedro Pereira da Costa Filho, 23 anos; Raimundo José Mendes Macedo, 21 anos; Ana Luzia da Costa dos Santos, 47 anos; e Erdenia Pereira da Silva, de 40 anos.
Todos foram autuados em flagrante pelos crimes de dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa e incitação ao crime.
A polícia está em busca, ainda, do blogueiro e radialista, identificado apenas como Franklin. Ele estaria incentivando a população a agir de forma violenta e a destruir os prédios do centro administrativo da cidade.
“O radialista incentivava a massa popular a agir violentamente contra o patrimônio público numa ação descabida.
O centro administrativo da cidade não estava em discussão”, afirmou Portela.
O secretário acredita que há interesses criminosos por trás de toda a confusão, já que – além das secretarias municipais – os vândalos invadiram o fórum, ignoraram as salas onde estavam os processos criminais arquivados e optaram pela que armazenava os que ainda estão tramitando na justiça.
“Algumas salas do prédio foram destruídas sim. Mas um fato curioso e que chamou a nossa atenção é que eles chegaram em frente à sala onde estavam guardados os processos criminais arquivados, não praticaram nenhum ato, se dirigiram a sala dos processos em andamento e tentaram queimá-los. O interesse direto era a queima de processos criminais em tramite e a estratégia usada para isso foi criar o tumulto envolvendo gente de bem, como se fosse pra linchar o suposto criminoso.
Mas, por trás, a real intenção era libertar uma traficante e queimar processos envolvendo outros criminosos”, revelou o secretário Jefferson Portela, que acompanhou pessoalmente o caso na cidade de Urbano Santos.

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