SAÚDE

23 de junho de 2015

Empresas suspeitas de aplicar golpe em trabalhadores de São Mateus no interior de SP são identificadas

Ribeirão Preto - Empresas suspeitas de aplicar golpe em trabalhadores de São Mateus no interior de SP são identificadas. ‘Má-fé desde o início’, disse auditora do Trabalho nesta segunda-feira (22).
A auditora do Ministério do Trabalho e Emprego Maria de Fátima Magalhães Ferreira confirmou que já foram identificadas duas empresas suspeitas de terem aplicado o golpe nos trabalhadores de São Mateus do Maranhão, que dizem ter recebido uma falsa promessa de emprego em Ribeirão Preto (SP).
O grupo viajou por dois dias em condições precárias com a promessa de conseguir oportunidades na construção civil, mas não encontrou o contratante do serviço nesta segunda. Sem condições de se manter, eles receberam ajuda voluntária e estão sendo encaminhados para a Central de Triagem e Encaminhamento ao Migrante/Itinerante e Morador de Rua (Cetrem).
Além do MTE, o caso é acompanhado pelo Comitê Regional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - que reúne diferentes entidades da sociedade civil e autoridades nas esferas municipal, estadual e federal - pelo Ministério Público do Trabalho e pela Prefeitura de São Mateus, todos trabalham para garantir o retorno dos trabalhadores a sua terra natal.

Firmas suspeitas
Uma das firmas autuadas consta nos registros da União como um bar, enquanto outra é um escritório de contabilidade, segundo o MTE.
"É uma situação crítica, não é uma situação normal. Fizemos um levantamento das empresas pela Receita Federal e descobrimos as empresas que constam no contrato dos trabalhadores. Dá para falar que agiram de má-fé desde o início. Eles foram enganados", afirmou Maria de Fátima.
Em um primeiro momento, será feita uma apuração sobre a documentação dessas empresas e os trabalhadores serão ouvidos. Os proprietários ainda não foram contatados. "As empresas serão autuadas e também vamos pedir para que devolvam os trabalhadores ao seu local de origem com todas as despesas pagas."
Segundo o promotor de Justiça Naul Felca, do comitê de enfrentamento ao tráfico de pessoas, a situação também será levada à Polícia Federal, para que os envolvidos respondam criminalmente.
"Procedemos no encaminhamento de alguns desses trabalhadores para a Polícia Federal para apurar as responsabilidades no âmbito criminal. Ao que tudo indica, existe em tese a caracterização de aliciamento de trabalhadores. Sobre outras infrações, com certeza as investigações vão permitir um aprofundamento", disse.

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