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19 de novembro de 2014

Em São José de Ribamar: Os 400 anos da Batalha de Guaxenduba será lembrado em exposição

Ribamar on line - Uma exposição irá lembrar os 400 anos da Batalha de Guaxenduba. Será uma homenagem à batalha travada entre portugueses e franceses na Baía de Guaxenduba (hoje Baia de São José), na cidade balneária de São José de Ribamar, onde foi registrada, em 19 de novembro de 1614, a expulsão dos franceses comandados por Daniel de La Touche, pelos portugueses liderados por Jerônimo de Albuquerque, será aberta hoje, às 19h, a exposição Batalha de Guaxenduba - 400 Anos, no Hotel Mar e Sol, próximo ao Santuário de São José de Ribamar. Em São Luís, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão resolveu comemorar a data, iniciando os festejos com missa na Catedral Metropolitana,às 9h, e, às 14h, com Simpósio que destaca palestras e mesas-redondas, na Academia Maranhense de Letras (Rua da Paz, Centro).
A exposição, que é uma parceria com a Academia Ribamarense de Artes e Letras, com apoio do Instituto de Desenvolvimento do Poder Marítimo (Idepom) e o Site Ribamar Online, permanecerá em cartaz até o dia 29. Entre outros elementos, serão expostos banners, quadros e maquetes de caravelas francesas e portuguesas.
Segundo Marli de Jesus Conceição, membro da Academia Ribamarense de Artes e Letras, a exposição é uma forma de homenagear essa passagem da história do Maranhão ainda pouco conhecida, principalmente pelos jovens, e que não é muito abordada nas universidades. A batalha completa hoje 400 anos, juntamente com o aniversário de criação da Bandeira do Brasil.
“Acho importante homenagear esse momento histórico que aconteceu aqui em nossas terras e mares e que foi a primeira batalha naval ocorrida no Brasil. É um capítulo que não pode ser esquecido”, frisou Marli de Jesus Conceição.
A batalha registrou a expulsão dos franceses, mesmo estes tendo se mostrado mais fortes do que os portugueses, detentores de barcos menores e em desvantagem em termos de poder bélico. “Registra-se que apareceu uma senhora majestosa que ia juntando areia, na hora do combate, e transformando em pólvora para servir aos combatentes portugueses”, descreveu a organizadora da exposição sobre lenda em torno do episódio.
Batalha – Conforme Marli Conceição, vitoriosos os portugueses que expulsaram os franceses das terras maranhenses, mas somente em 1615 deu-se a saída definitiva. Os franceses fundaram São Luís em 1612, que em 1614, após a Batalha de Guaxenduba, foi colonizada pelos portugueses. O sucesso dos portugueses foi atribuído ao milagre da Virgem Maria Mãe de Deus, lhe deram o nome de Nossa Senhora da Vitória, que, para os católicos, passou a ser a padroeira de São Luis.
A expulsão dos franceses possibilitou que grande parte da Amazônia passasse para domínio português. Em 1555, os franceses tentaram estabelecer uma colônia no Rio de Janeiro, a França Antártica, que foi extinta em 1560. Em 1612, com o apoio dos indígenas locais, novamente tentam estabelecer uma colônia no território pertencente a Portugal: em 8 de setembro, foi fundada a povoação de Saint Louis e iniciada a construção do Forte de São Luís do Maranhão.
Ciente da presença dos franceses ao norte da capitania do Maranhão, Gaspar de Souza envia tropas de Pernambuco. Em 23 de agosto de 1614, Diogo de Campos parte do Recife com 300 homens e, no Rio Grande do Norte, se junta a Jerônimo de Albuquerque, que leva consigo um grande contingente de indígenas. A expedição portuguesa com 500 homens liderados pelo capitão-mor Jerônimo de Albuquerque acampa na barra do rio Perejá (Periá) com a intenção de buscar um local para edificar uma fortificação, enfrentando falta de alimentos e de água de qualidade.
Um grupo de 14 exploradores portugueses descobre um local adequado para a construção de um forte, e a expedição novamente zarpa em 2 de outubro de 1614. Em 26 de outubro, chegam a uma área chamada de Guaxindubá pelos indígenas, na margem direita da Bahia de São José, entre muitas ilhas e canais estreitos. Ali, sob a orientação do engenheiro Francisco Frias de Mesquita é construída uma fortificação de forma hexagonal à qual é dado o nome de Forte de Santa Maria, a 20 km da atual sede do município de Icatu, diante dos francesas no Forte de São José de Itapari.
Na manhã de 19 de novembro de 1614, os soldados portugueses notaram que, ao lado do forte de Santa Maria, o mar estava repleto de embarcações a vela e a remo se aproximando da costa. Para atacá-los no desembarque, Diogo de Campos dirigiu-se à praia com 80 soldados portugueses, mas, percebendo que o número de inimigos era muito maior, retrocedeu. Logo, havia centenas de combatentes na praia. Os franceses dispunham de 200 soldados, muitos dos quais eram fidalgos, em duas tropas, levando coletes de aço, espadas e mosquetes de grande qualidade.
A exposição tem o apoio do site Ribamar Online, que desde que foi criado.

EXPOSIÇÃO
• O quê
Comemoração dos 400 anos da Batalha de Guaxenduba
• Quando
Hoje, às19h
• Onde
Academia Maranhense de Letras no Hotel Mar e Sol
(São José de Ribamar)

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