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16 de outubro de 2014

Eleição será das mais acirradas e polarizadas, dizem analistas

Fernando Donasci/Agência O Globo
Segundo cientistas políticos, o apoio de Marina e de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, veio tarde demais, e Aécio acabou não angariando nenhum efeito positivo dos anúncios:
— O eleitor de Marina foi mais decidido do que sua candidata e tomou posição já na semana passada, por isso não se vê alteração na pesquisa atual — disse o cientista político Fernando Abrúcio, da Fundação Getúlio Vargas.
A baixa influência de Marina na definição dos votos não surpreende, segundo o analista Carlos Melo, do Insper.
— Não existem mais condutores de votos. Isso só aconteceu em 1989, quando Brizola transferiu todos os seus votos para Lula — afirmou Melo.
Apesar da grande estabilidade do cenário eleitoral, um dado chamou a atenção dos cientistas políticos: a rejeição do candidato Aécio Neves aumentou, apontam os dois institutos. O percentual de eleitores que afirmava não votar no tucano de jeito nenhum passou de 34%, no dia 9, para 38%, de acordo com o Datafolha. Com isso, a taxa de rejeição de Aécio se aproximou à da presidente Dilma. Hoje, 42% dos eleitores se recusam a escolher a candidata. No dia 9, eram 43%, como mostrou o Datafolha.
— Isso sugere que a campanha negativa petista surtiu um efeito no aumento da rejeição do tucano — analisou o cientista político Fernando Antônio de Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos, que continuou: — Além disso, Aécio vinha numa trajetória ascendente tanto no primeiro turno como na primeira pesquisa do segundo turno. Agora, ele parou de subir na preferência do eleitor.

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