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14 de maio de 2014

Profissão Repórter mostra parte da realidade no Complexo Penitenciário de Pedrinhas no MA

O Profissão Repórter veio a São Luis capital do Maranhão para conhecer os detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A Secretaria de Segurança e Administração Penitenciária cuidou de "arrumar" o terreiro para dá aquela impressão de que as normas de monitoramento de vigilância aos presos é seguida à risca, algo bem distante da realidade, haja vista a facilidade com que diversas armas, drogas e até celulares entram no presídio conforme é comprovado nas revistas em que se encontra todos estes objetos. A equipe de repórteres também mostrou como anda a investigação do caso dos ônibus incendiados por ordem das facções do presídio. O programa foi exibido nesta terça-feira (13).
O presídio de Pedrinhas registrou 260 mortes em 11 anos e a maioria envolve duas facções rivais. Os últimos casos aconteceram dentro do centro de detenção provisória, onde quatro presos foram mortos. Três deles decapitados. Desde o ano passado, foram 67 mortos.
Caco Barcellos em frente ao presídio de Pedrinhas no Maranhão
Dentro do centro de detenção, que é dividido em quatro pavilhões, a lei do silêncio impera. Caco Barcellos conversou com alguns detentos, mas nenhum deles assumiu a existência de facções ou de um líder. Dizem que as mortes acontecem por desentendimentos entre presos da baixada e da capital.
Entre as vítimas da violência fora da penitenciária está a menina Ana Clara, que morreu queimada após um ataque a ônibus. Sua mãe e o entregador Márcio, que teve 72% do corpo queimado ao tentar salvar a garota, ainda se recuperam dos ferimentos. Mais de 3 meses após o ataque, ele ainda sente muitas dores.
O secretário da administração penitenciária Sebastião Uchôa garantiu ao jornalista Caco Barcellos que tem acesso a todos os pavilhões sem precisar de escolta armada numa ignorante resposta a alfinetada do jornalista quando perguntou ao secretário se é verdade que nenhuma autoridade consegue entrar em determinados pontos do Complexo e que são os presos que detém do poder de controle dentro de alguns pavilhões, desafiado pelo jornalista ele se comprometeu a acompanhar Barcellos e entrar onde ele afirmara não precisar de escolta, resultado no dia seguindo Caco apareceu logo nas primeiras horas da manhã para cumprir o compromisso, Uchôa não compareceu, deixando o repórter acompanhado de seu adjunto que não deu garantias caso o mesmo quisesse ir além dentro de Pedrinhas.

Do site do Profissão Repórter - com alterações do blog

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