Moto Legal

29 de maio de 2013

Maria da Penha é homenageada em palestra histórica na Assembléia Legislativa do MA.

"Estou muito feliz em está aqui no Estado do Maranhão para conhecer e conversar com vocês, a lei não é contra os homens, mas contra o homem agressor. Destacou Maria da Penha em seu pronunciamento. Ainda na tarde de hoje ela inaugura a primeira biblioteca de gêneros existente no país e que receberá seu nome, a Biblioteca Maria da Penha fica localizada no interior da Secretaria de Estado da Mulher.


Uma das mais nobres líder do Movimento de Defesa pelos Direitos da Mulheres, Maria da Penha Maia Fernandes (foto ao lado), a popular Maria da Penha veio a S. Luis e participou na manhã desta quarta-feira (29) de uma palestra para milhares de mulheres que estiveram presente no auditório Fernando Falcão na Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão.
A juiza Sônia Amaral palestrando do evento, fez uma explanação sobre a aplicabilidade das Leis que dão proteção as mulheres, em especial falou sobre os avanços que trouxe a Lei 11.340/2006 que ganhou o nome de Lei Maria da Penha em homenagem a Sra. Maria da Penha Maia Fernandes.
O auditório ficou completamento lotado, por representantes de movimentos sociais e secretárias municipais vindas de diversas cidades do interior do Maranhão, as deputadas Eliziane Gama (MSD), Gardênia Castelo (PSDB) e Francisca Primo (PT) o Deputado Bira do Pindaré (PT). A secretária municipal da Mulher de São Mateus do Maranhão Sra. Millete Costa participou do evento e pode conversar pessoalmente com Maria da Penha, ambas trataram sobre políticas públicas a serem desenvolvidas em São Mateus por meio da secretaria.

Karine secretária estadual da mulher, Maria da Penha e a Sra. Millete Costa secretária municipal da Mulher.. Foto: Franciscarmem

Maria da Penha Maia Fernandes, 67 anos, é biofarmacêutica e lutou para que seu agressor e ex-esposo o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros viesse a ser condenado, por tentar lhe matar por duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica e se locomove por meio de uma cadeira de rodas.
O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica.
A saída de Maria da Penha do auditória foi tumultuada e a segurança da casa teve que fazer um cordão de isolamento para facilitar a passagem da mesma. A todo instante Penha recebia, cartas, flores e presentes de diversas mulheres. Um momento emocionante.

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