Obras Mais Asfalto

2 de novembro de 2011

Finados: esperança de vida eterna.

A Igreja Católica reserva um dia especificamente a todos os fiéis defuntos, o chamado dia de Finados. Tal comemoração, realizada logo após a Solenidade de Todos os Santos, encontra um forte fundamento bíblico. No segundo livro dos Macabeus, Judas e seus companheiros, crendo firmemente na ressurreição dos mortos, fazem orações e oferecem um sacrifício expiatório em favor destes que, por sua vez, haviam depositado suas esperanças em meros objetos supersticiosos (II Mc 12,38-45), e não confiaram no Senhor. Mas, o dia de Finados em si, (apesar que, de certa forma já havia uma celebração do gênero) teve grande impulso no ano de 998, quando oficialmente, o culto em comemoração aos fiéis já falecidos passou a ser exercido na importante abadia beneditina de Cluny na França, se estendendo posteriormente pela Europa e, enfim, por toda a Igreja.
Para nós, hoje, faz-se necessário um profundo conhecimento do dia de Finados, a fim de que vivamos bem a nossa fé. Vejamos que a grande motivação é a crença na ressurreição dos mortos. Não cultuamos, a cada dia dois de novembro, a morte ou os mortos em si. Dirigimos orações a Deus em favor de pessoas queridas por nós, no ensejo de que elas gozem toda a sua eternidade na presença plena de Deus. Porém, se estas pessoas já se encontram na posse do Céu, as orações feitas por elas se revertem em graças e bênçãos para quem as fizeram outrora. Há uma comunicação de bens entre a Igreja Peregrina (nós aqui neste mundo), a Igreja Padecente (as almas em estado de purgatório, ou seja, em estado de purificação em preparação para a entrada no Céu) e a Igreja Triunfante (que já está na glória celeste). Quem está no Purgatório, necessariamente alcançará o Céu – e nunca o inferno.
Percebe-se que o problema, infelizmente se inicia com nossa postura errônea diante da morte. Temos uma visão negativa da mesma, que nos leva a não nos prepararmos convenientemente para o momento de sua chegada, embora saibamos que um dia ela, de fato virá. Cabe ao cristão estar numa constante e esperançosa vigilância. É certo que a morte do homem nunca foi querida por Deus. Ela é conseqüência do pecado (Rm 6,23). Contudo, Nosso Senhor deu um novo sentido à morte, com Sua morte de Cruz, Ele a venceu de uma vez por todas. Logo, o que entendemos como morte deixa de ser uma maldição e passa a ser uma benção, e consciente obediência de Jesus ao Pai (cf. Lc 22,42). 

Um comentário:

Eduardo Lows disse...

Caríssimo Jonatas,
Sua reflexão a respeito do dia de finados é edificante!E digo-lhe mais,em proverbios a biblia nos exorta que "mais vale o dia que se morre,do que o dia que se nasce'pode aparecer estranho,mas quando se morre em cristo,a alegria na certeza da vida eterna é garantida,diferentemente de quem nasce,ou seja tem todo o caminho a seguir,um desafio,uma busca pela viada eterna!Parabéns pelas palavars iluminadas e divinas!