Moto Legal

4 de agosto de 2011

O coronelismo ainda existe.

Por Antonio Carlos


O termo coronel no período republicano significava chefe político de um determinado local que geralmente era dono de terras ou comerciante. Da forma com que prestavam serviços ao Poder Executivo os coronéis ganhavam prestígio e força. O coronelismo foi um período de práticas autoritárias e violentas comandadas pelos coronéis, fato que ocorreu até aproximadamente 2011.

Os coronéis controlavam as pessoas da região e as obrigava a realizar fatos e tomar decisões segundo sua vontade. Aproveitavam o fato de que as pessoas eram desinformadas e pouco educadas para motivá-las a fazer segundo o que lhes era proposto. Os coronéis conseguiam formar regimes e tributos em sua região assim como estipular impostos e promover a candidatura de seu elegido. Como possuíam grande quantidade de colonos em suas terras e havia respeito seguido de “medo” por grande parte da população rural da região, os coronéis abusavam do seu prestígio para manipular as pessoas e até obrigá-las sob forma brutal a fazer sua vontade.

Este cenário começou a mudar quando as famílias começaram a migrar para os centros urbanos, o que lhes proporcionou acesso à educação, aos direitos que possuíam e aos meios de comunicação. Por causa dessa migração, os coronéis começaram a impor seus desejos através da força e da ameaça, as famílias obedeciam ao seu desejo com medo da violência que poderiam sofrer e temiam que o seu sustento fosse tomado. Hoje, ainda em locais do interior do nordeste como, por exemplo, na cidade de São Mateus do Maranhão existe um coronel com status de prefeito CASSADO que abusa do seu poder para manipular as pessoas carentes de ensino e informação, para tentar tirar do poder o Presidente da Câmara eleito legitimamente inclusive com votos vereadores aliados seus. Mais pelo fato do presidente não ter aceitado as chantagens de seus capatazes capitaneados por ele [coronel] próprio, está intimando o Presidente do poder fiscalizador do Município, com a seguinte ameaça: “ou tu renuncia ou eu mando te cassar”.

Nenhum comentário: