Obras Mais Asfalto

23 de julho de 2011

Já é hora de darmos um passo à frente.

O movimento sindical tem melhores condições de lutar, as forças políticas demonstram iniciativa e existe um amplo calendário de mobilizações


A economia brasileira vem apresentando nos últimos meses um patamar de crescimento superior ao da década de 1990, quando estava em estagnação causada pelas políticas neoliberais do governo Fernando Henrique Cardoso. As políticas neoliberais se sustentaram na submissão ao capital financeiro e aos bancos, na avalanche de empresas transnacionais, nas privatizações do patrimônio público e na desregulamentação dos contratos de trabalho.
Esse modelo teve um impacto social e ideológico violento sobre o mundo do trabalho, especialmente o crescimento do desemprego e a desregulamentação das formas de contratação de trabalhadores. Se na década de 1980 o movimento sindical brasileiro foi o que mais fez greves em números absolutos no mundo, a partir da metade da década de 1990 ficou na defensiva, para proteger os direitos trabalhistas atacados pelos tucanos, e com maior dificuldade de mobilização, pelo medo das bases e pela ameaça permanente do desemprego.
A queda do desemprego, a valorização do salário mínimo e os aumentos de salários de importantes categorias acima da inflação fortaleceram o mundo do trabalho nos últimos anos. Em consequência, vivemos um período de aumento do número de greves, especialmente no setor privado, e de maior iniciativa política do movimento sindical, que apresenta sinais de recuperação.
O movimento sindical tem melhores condições de lutar, as forças políticas demonstram iniciativa e existe um calendário de mobilizações que envolve diversas atividades das centrais sindicais, dos movimentos sociais e das entidades estudantis. Existe também uma plataforma de lutas com capacidade de unificar as forças políticas, que vai além da redução da jornada de trabalho. Essa pauta exige melhores condições de trabalho, o fim do fator previdenciário e fortalecimento da Previdência; os 10% do PIB para a educação pública, universal e de qualidade; uma reforma tributária progressiva que taxe lucro, capital e renda, uma reforma política que crie mecanismos de democracia direta; uma reforma agrária popular.
O desafio agora é somar esforços, avançar na construção da unidade politica mais sólida e ampla possível e fazer lutas sociais conjuntas. Com isso, poderemos pressionar o governo e arrancar conquistas que mudem a correlação de forças, dêem um novo ânimo e elevem o nível de consciência política da classe, abrindo perspectivas de lutas maiores que sustentem mudanças estruturais.

Viva a Democracia, viva a luta sindical, este texto é uma homenagem às duas honrosas categorias trabalhista de nossa cidade: Agentes Comunitários de Saúde e Professores da Rede Municipal de Ensino. Continuem na luta!

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