29 de março de 2011

Saomateuense conta como estão os brasileiros lá no Japão após catástrofre.

Do blogue EMPODERAMENTO
 
Escrito por Irany Marques Queiroz [foto], uma saomateuenses que vive no Japão, eviado por e-mail.

Em meio à catástrofe, muitas são as famílias brasileiras preocupadas com filhos, maridos e mulheres que moram ou estão visitando o Japão. Há 06 anos na terra do sol nascente, A Maranhense Irany Marques Queiroz convive diariamente com pequenos tremores de terra. Mas o da última sexta-feira 11 de março de 2011 as 2.46 hs da tarde, foi o mais forte que já enfrentou.
— Estou longe da área mais afetada, mas, mesmo assim, sentimos bastante. É como se tivesse acontecido em Fortaleza e o Maranhão também fosse atingido. Aqui ficamos sem comunicação e sem transporte. Só consegui falar com minha família pelo Skype — Ela mora na cidade de Atsugi, a 40 quilômetros de Tóquio.
Durante os tremores mais fortes, Irany teve que sair de casa três vezes. Ela lembra que a orientação pelos alto-falantes da cidade era de que, se o terremoto continuasse, os moradores deveriam procurar os abrigos pré-definidos pelo governo japonês:
— Quando você vem morar aqui se registra na prefeitura e recebe um manual com todos os pontos de refúgio em caso de catástrofes. Mas as pessoas ficaram com muito medo. Correram para os supermercados e limparam as prateleiras.
Irany afirma que todos os jornais do Japão só falam da catástrofe e que o país já começa a se organizar:
— As linhas telefônicas já foram restabelecidas e nas áreas menos afetadas o transporte está normalizado. O Japão é muito preparado e se reconstrói rapidamente.
Sobre um possível trauma e planos de voltar ao Brasil depois do susto, Irany afirma que durante os momentos mais tensos pensa na possibilidade, mas depois volta à rotina.
— Sempre que acontecem terremotos mais graves penso na hora em voltar, que não preciso passar por isso. Mas depois, tudo se acalma e fico. Estou bem estabelecido aqui. Quero voltar para o Brasil, mas acho que ainda não é a hora — justifica.

O povo Japonês é muito honesto, respeita as dificuldades que todos estão tendo e procuram ajudar e não roubar.
Nos mercados houve filas quilométricas e todos esperam pacificamente por sua vez, todos estão doando e ajudando de alguma forma, tanto Brasileiros como Japoneses.
A Solidariedade é incrível e emocionante.
Sabe, quando eu cheguei aqui no Japão eu estranhei tudo, mas tudo mesmo, comida, roupa, cultura, até o céu pra mim era diferente, mas hoje eu digo que aprendi a amar esse país. Amo de uma forma incondicional, porque o Japão é um exemplo pra mim, desde a inocência, a disciplina, a eficiência em administrar, a educação que o povo recebe, a independência que eles ensinam já no maternal pras crianças, a eficiência dos lugares e a tomada de decisão rápida, a pontualidade em tudo. Se tem um país pra mim que seria modelo mundialmente, seria o Japão, acho que todos os outros países deveriam se espelhar nele. infelizmente não posso morar aqui pra sempre, porque minha família está no Brasil, mas se estivessem aqui, com toda certeza o Japão seria o país que guardaria minhas cinzas.

Gente, muitas notícias que está passando no Brasil não é verídico, a mídia aí é muito sensacionalista. E fizeram muitas famílias  se desesperarem no Brasil à toa, minha mãe e filhos foram vítimas disso.
 Muitos brasileiros estão indo embora, ora, por enquanto não há motivo pra tanto desespero.... É muito triste e lamentável as mortes, mas isso foi um desastre natural que nada podíamos fazer, no Brasil se brincar o Carnaval mata mais pessoas do que esse desastre matou aqui.

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