9 de janeiro de 2011

Drogas, violência e juventude!

Por Jônatas Carlos

Quero compartilhar com você um pouco de um estudo, que desde quando cheguei aqui no Estado de São Paulo venho fazendo a respeito destes assunto, DROGA, VIOLÊNCIA E JUVENTUDE. Algo que infelismente vem se transformando num hábito infeliz a uma parcela da juventude saomateuense.

Neste Mundo Jovem, a primeira palavra que dirijo aos jovens leitores desta página é de que acredito em sua força transformadora, em sua luta por um mundo melhor e pela construção de um Brasil cada vez mais brasileiro. Saibam que enquanto nos países do primeiro mundo a juventude é uma categoria dentre as minorias, desde 2007, no Brasil, a população de jovens cresceu muito e isto representa uma imensa força: a força jovem que representa o nosso grande capital e que, portanto, deve constituir o grande investimento de nossas politicas públicas. E é neste espírito que me dirijo em primeiro lugar aos jovens, mas também aos profissionais e, em especial, aos gestores das políticas publicas: Família e Instituições Governamentais com este convite e apelo: vamos mudar esta mentalidade que associa juventude a drogas e violência e reconheçamos nos jovens o que este País tem de melhor!
O que os governantes de São Mateus estão fazendo por nossa juventude?
Neste contexto, sim, pensemos e muito seriamente: Como ajudá-los a enfrentar todos os apelos e mesmo a imensa pressão existente na nossa sociedade para o consumo de drogas? Esta é a verdadeira questão: Como diminuir os apelos da cultura aditiva e da cultura de violência que caracterizam a sociedade atual?  Refiro-me, aqui, às tantas violências as quais os jovens estão expostos no seu percurso cotidiano: a violência da mídia que transmite informações enganosas e trazidas pelos seus próprios ídolos; a violência da falta de controle na compra das drogas lícitas; a violência do mercado de distribuição das drogas ilícitas que os recruta sutil e irremediavelmente para o mundo do tráfico onde desnecessário dizer a violência é a lógica e a cultura vigente.
Se pensamos de forma diferente, percebemos diferente e podemos, então, agir de forma diferente: visualizamos, assim, uma postura mais clínica e compreensiva e a pergunta já é outra: - Do que sofrem os jovens que buscam as drogas? O que reivindicam? Quais denúncias expressam através deste ato? Por quais mudanças estão lutando? Para desafiar os próprios jovens leitores do blogue SÃO MATEUS EM OFF, lanço a minha hipótese: os jovens denunciam a violência vivida em seu dia que pode ser em diferentes níveis e de naturezas diversas. Finalizo desafiando os leitores a prosseguirem nesta reflexão levantando suas próprias hipóteses sobre quais seriam as violências vividas que justificam a demandas dos jovens pelas drogas e sua relação com as tantas violências das quais são alvo, mas não são apenas vítimas pois que estão reagindo.