Moto Legal

13 de maio de 2010

CNBB se pronuncia sobre abusos sexuais na Igreja.

Ao centro Dom Geraldo Lyrio Rocha Presidente da CNBB

Na coletiva de encerramento da 48ª Assembleia Geral da CNBB, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil fez um pronunciamento oficial sobre abusos sexuais na Igreja. Antes, presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, destacou que a Assembleia foi caracterizada por assuntos que dizem “respeito à vida interna da Igreja”, mas também por temas ligados diretamente à sociedade brasileira, como exemplo a questão do “trabalho escravo” e a “questão agrária” no Brasil.

Sobre os abusos sexuais na Igreja, dom Geraldo disse que a CNBB vai criar uma comissão para elaborar um vademecum (manual de fundamentação e orientação), cujo objetivo é ser uma política oficial de ação da Igreja no Brasil sobre acasos de abusos sexuais praticados por seus membros. O manual deverá indicar os a medidas a serem adotada em casos de abusos sexuais praticados por membros da Igreja.

“Nós queremos mostrar que, quando se trata da questão do pecado, a atitude da Igreja deve ser de perdão e de misericórdia, mas diante do crime praticado é preciso que as penalidades sejam aplicadas. Sejam as canônicas, jurídicas, como as penalidades civis. A cartilha elaborada pela CNBB será uma espécie de roteiro que auxiliará os bispos a procederem quando houver um caso dessa natureza em sua diocese”, disse. “As patologias, por sua vez, devem passar por um tratamento”, completou dom Geraldo.

O presidente da CNBB também garantiu que os candidatos ao seminário deverão passar por um rigoroso critério de seleção antes de ingressar na vida religiosa. “Os casos que estão sendo analisados nos levam a refletir sobre a questão das exigências na admissão dos candidatos ao sacerdócio e na vigilância ao período formativo”. Ele também disse que a Igreja analisará cada candidato antes de conceder a ordenação sacerdotal. “Se o candidato apresentar qualquer desvio de conduta, ele será imediatamente suspenso da ordenação sacerdotal”.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNBB


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