Moto Legal

25 de março de 2010

Protagonista ou coadjuvante: o PT e as eleições 2010

Por Genilson Alves (foto)*
Estamos vivenciando um momento especial para a história do PT do Maranhão e a sociedade maranhense. O PT definirá sua política de aliança, em Encontro de delegados. Flávio ou Roseana? Trago uma contribuição para o debate.

O Congresso mais importante dos 30 anos de história do Partido dos Trabalhadores maranhense terá que decidir, neste sábado, 27, qual o papel que o maior partido de esquerda da América Latina quer cumprir nestas eleições no Maranhão: se, por um lado, deseja ocupar papel de coadjuvante, secundário, em apoio à prática política nefasta da oligarquia mais atrasada do país, representada pela governadora biônica Roseana Sarney; ou, por outro lado, deseja assumir um papel de protagonista, principal, rearticulando o campo popular e progressista, em defesa de um programa de esquerda, democrático e popular para o Maranhão, simbolizado pelo competente companheiro deputado Flávio Dino.

Os 175 delegados e delegadas petistas têm o dever de refletir sobre o momento presente e delinear os caminhos do futuro, sob pena de o PT ser hostilizado pela sociedade maranhense e relegado a mais uma sub-legenda do sarneismo no Maranhão.

Ser coadjuvante significa ocupar um lugar menor, negar a própria história e sucumbir à prática do atraso. Significa ocupar a periferia de uma coalizão hegemonizada pelo DEM e PMDB, síntese do autoritarismo, retrocesso e desmandos no Maranhão.

O mesmo DEM, antigo PFL, historicamente vinculado às elites tradicionais, partido originário de Roseana e Lobão, que ataca violentamente o governo do presidente Lula, combatendo nosso projeto nacional. Mas no Maranhão, O PFL, alma gêmea do PMDB, ocupa espaços estratégicos do governo biônico, tanto na Assembléia Legislativa quanto na administração, com a presença de personagens como Raimundo Cutrim (Segurança), Max Barros (Infraestrutura), César Pires (Educação), etc.

Abraçar a aliança DEM/PMDB significa aplaudir os escândalos que marcaram os três governos Roseana e a prática política dos sarneys, tais como o projeto Salangô (São Mateus), operação Lunus, Usimar, Tele-ensino, privatização Cemar/BEM, apropriação do Convento, politicagem no Senado, apropriação indébita, via esquema Mirante, verbas da Petrobrás, da Caixa, Setor Energético, operação Boi Barrica (Fernando), concentração de terras, sucateamento da saúde, falência do sistema de segurança, uso eleitoreiro da máquina pública...

Papel coadjuvante também teremos na campanha da companheira Dilma Presidenta. A bandeira do PT ficará ao fundo, escondida, na penumbra. Dilma ficará refém de Sarney, comprometendo os avanços das políticas do Governo Federal no Maranhão, condenando o estado a carregar, por mais quatro anos, a bandeira de número um em péssimos indicadores sociais do país.

Por fim, nesse papel secundário, dividiremos o palanque com figuras emblemáticas do sarneismo, símbolo do retrocesso, como João Alberto, Ricardo Murad, Edinho, Manoel Ribeiro, Filuca, Cafeteira, Remi Trinta, Lobão, Jorge Murad, Fernando Sarney, Zé Vieira, Coronel Rovélio, Eliseu Moura, etc.

Por outro lado, O PT pode escrever, com letras vermelhas, a mais bela página da sua história política, assumindo um papel de Protagonista.

O partido vai hegemonizar uma aliança de esquerda com o PC do B e PSB, irmãos históricos, defensores das grandes lutas em favor das liberdades e da garantia dos direitos. Reafirmar um projeto alternativo pautado na defesa da transparência na administração do dinheiro público, inversão de prioridades e participação popular.

Eleitoralmente, ser protagonista na aliança com o campo popular nos dará melhores condições para fortalecer nossa bancada, podendo eleger 4 deputados estaduais, 2 federais e disputar uma vaga ao senado. Flávio, em reunião com a Executiva do PT, esta na sede do nosso partido, colocou como natural o PT assumir a vaga de vice-governador e uma vaga ao senado.

Uma aliança comprometida com o projeto de transformação pela qual passa o país, no combate ao neoliberalismo e em defesa das garantias sociais.

Quem nos guiará nesse processo é um nome novo, mas historicamente ligado ao PT e às lutas do povo maranhense. Parlamentar destacado, defensor intransigente do governo Lula, Flávio Dino representa a ruptura com o modo fisiológico de fazer política no Maranhão. Ficha limpa e ardoroso defensor do nome de Dilma, Flávio, juntamente com o PT, terá a chance de construir um palanque ético, limpo e comprometido com o projeto de transformação iniciado pelo presidente Lula e que seguirá, aprofundado, pela companheira Dilma.

Flávio Governador e Dilma Presidenta significará libertar o Maranhão da miséria; radicalizar na reforma agrária; combater a desigualdade e romper com o atraso engendrado na educação do estado.

Dividiremos nosso palanque com os lutadores do povo, como Manoel da Conceição, Nice, Carlito, Domingos Dutra, Euraldina, Chico Gonçalves, Franklin, Ed Wilson, Dáda, Valdinar, Salvador Fernandes, Gerson, Terezinha, Bembem, Moisés Nobre, Márcio, Irilene, Augusto, Bira do Pindaré, Silvana e, por que não dizer, com o mesmo espírito de luta de Negro Cosme, Maria Aragão, Pe. Josimo, Dr. Messias e tantos outros que sacrificaram a própria vida em defesa da justiça.

O reencontro com nossa história tem data, local e horário para acontecer. É neste sábado, no SESC Turismo, a partir das 9 da manhã. O enredo está definido; o roteiro traçado; o elenco é conhecido, mas cabe agora escolher que papel exerceremos, se protagonista ou coadjuvante. Temos a chance de reafirmar que nosso coração é vermelho, que nossa luta em defesa da justiça não sucumbiu. De dizer ao Brasil que a história que queremos protagonizar é a que expressa a esperança, que defende uma sociedade justa, fraterna e solidária, ou seja, uma sociedade socialista.

*Genilson Alves - É jornalista, verdadeiro Vice-Prefeito de São Mateus, Secretário de Formação do PT e delegado ao IV Congresso.

E-mail: genilsonalves2006@hotmail.com


Um comentário:

Luz Barros disse...

Como eu postei anteriormente. Entendo perfeitamente essa questão da oposição, mas acho que todos deviam sentar, deixar as rusgas políticas e partir para a compressão do que é melhor para a sociedade.