Moto Legal

23 de março de 2010

Promotor classifica como punição a decisão de reter mãe de Isabella durante júri

O promotor Francisco Cembranelli voltou a pedir, ao final do segundo dia do júri do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que a mãe da menina Isabella --retida desde ontem a pedida de defesa dos acusados-- fosse liberada. Para o promotor, Ana Carolina Oliveira (foto) "está sendo punida por ser testemunha".
A mãe de Isabella está isolada, em dependências da Justiça. O advogado Roberto Podval, que defende o casal Nardoni, alega que Ana Carolina pode ser novamente requisitava durante o julgamento, por isso precisa ficar à disposição da Justiça.
"Ela [Ana Carolina] passou mal à noite e recebeu atendimento psicológico. Ela está sendo punida por ser testemunha. Rezo para que nada de mal aconteça à ela. Que ela sobreviva, e a defesa recupere o bom senso", disse o promotor.
Cembranelli considera que a a decisão de reter a mãe de Isabella e a delegada Renata Helena Silva Pontes --também a pedido da defesa do casal Nardoni-- é uma espécie de "prisão temporária".
Apesar da solicitação para que Ana Carolina fosse liberada, a defesa dos réus reafirmou o pedido para que ela permaneça à disposição da Justiça. Com isso, a mãe de Isabella não pode assistir ao julgamento.

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