Moto Legal

14 de janeiro de 2010

Homenagem a Dra. ZILDA ARNS "um exmplo a ser seguido".

A morte de Zilda Arns em consequência do terremoto ocorrido no Haiti deixou políticos e amigos consternados. Religiosos próximos da fundadora da Pastoral da Criança dizem que ela deixa um testemunho de dedicação.
Um terremoto de magnitude 7 atingiu o país, destruindo vários prédios na capital, Porto Príncipe, e causando devastação no país da América Central. O tremor afetou bastante a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.

Aécio Neves, governador de Minas Gerais
“Na tragédia que atingiu o Haiti, perdemos, todos os brasileiros, uma das nossas mais importantes referências no campo social. E Minas, a sua mais generosa parceira. Os inúmeros exemplos que Doutora Zilda nos deixa – de solidariedade, de responsabilidade compartilhada e amor pelo Brasil – ficarão, no entanto, para sempre."

Armando Monteiro Neto, presidente da CNI
"É irreparável a perda da coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Seu trabalho humanitário sempre dignificou o País. A indústria brasileira se solidariza com o povo brasileiro no luto por esta perda."

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores
"O presidente está chocado e lamentou muito pela Zilda Arns. É uma grande perda. Ela era uma pessoa extraordinária”, disse Amorim.

Cezar Britto, presidente do Conselho Federal da OAB
"A morte de Zilda Arns, em plena ação missionária, no Haiti, tem a dimensão trágica e poética do artista que morre em cena. Dedicou toda a sua vida de médica sanitarista à causa dos desvalidos. Sacrificou a perspectiva de uma vida regular e confortável, que sua qualificação profissional lhe permitia, ao nobre ideal de submeter-se ao mandamento cristão de amar ao próximo como a si mesmo."

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República
“O Brasil deve muito à Dra. Zilda Arns. Foi ela que mostrou como é possível, com a ajuda do trabalho voluntário, enfrentar os problemas sociais e reduzir o sofrimento dos mais pobres. Conseguimos baixar as taxas de mortalidade infantil, não apenas pela ação dos governos, mas pelo devotamento da Dra. Zilda e da Pastoral da Criança."

Geraldo Majella Agnelo, arcebispo primaz do Brasil
Cofundador da Pastoral da Criança, o arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo diz que a morte deve ser encarada como testemunho de uma vida dedicada ao próximo. "Não é que ela desejasse morrer desse modo, mas, estando acolhida agora na mão de Deus, terá aceitado", disse. "Ela morreu no posto de trabalho, no testemunho de sua vida."

Ivete Sangalo, cantora
"Meus sentimentos e respeito à dona Zilda Arns, vitima do terremoto. Ela estava à frente da Pastoral da Criança, com um trabalho impecável", afirmou a cantora pelo microblog Twitter.

José Gomes Temporão, ministro da Saúde
“A atuação desta grande mulher e grande sanitarista brasileira foi essencial para elevar a criança a uma condição prioritária dentro das políticas públicas brasileiras”, afirmou em nota o ministro José Gomes Temporão. “Morreu em missão, como viveu toda a sua vida.”

José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado
"Lamento o episódio profundamente. O Brasil perdeu uma de suas mais expressivas figuras. Ela era um exemplo extraordinário de dedicação às crianças, aos pobres e às causas sociais. Era uma referência. Essa não é uma perda só para a família, mas para o Brasil inteiro. Sua morte enluta todo o país."

José Serra, governador de São Paulo
"Quando ministro da Saúde, a Pastoral da Criança, e dona Zilda, foram nossos principais parceiros no combate à mortalidade infantil. Logo no início da minha gestão de quatro anos duplicamos os investimentos no trabalho por eles desenvolvido. A forte queda dessa mortalidade deve-se muito à ação da Pastoral", afirmou em nota o governador, que decretou luto oficial no Estado.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

"Profundamente consternado com a tragédia que atingiu o Haiti, ao qual nos sentimos vinculados fraternalmente em razão da presença da Força de Paz liderada pelo Brasil, transmito meu pesar e minha total solidariedade ao povo haitiano e à família das vítimas brasileiras, civis e militares, em especial à de Zilda Arns, coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa e conselheira do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Que Deus dê conforto a todos nesse momento doloroso."

Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados
"A morte de Zilda Arns deixa milhões de órfãos no Brasil. Não só os integrantes de sua família, mas também os muitos filhos adotados por ela em seu trabalho na Pastoral da Criança e na Pastoral do Idoso. Zilda Arns tornou-se sinônimo de doação em sua luta pelos mais carentes, em seu combate diuturno à mortalidade infantil e na busca pela melhoria da vida do povo."

Paulo Evaristo Arns, cardeal, irmão de Zilda Arns
O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, de 88 anos, recebeu com tristeza e serenidade a notícia da morte da irmã Zilda Arns no Haiti, de acordo com a freira Devanir. "Ele disse que é uma morte que surpreende, mas é uma morte bonita porque ela morre no cumprimento de uma causa que sempre acreditou", lembra Devanir. A irmã lembra que, no começo de dezembro, Zilda esteve com o cardeal e eles conversaram sobre a importância dessa viagem ao Haiti.

Fontes: Texto retirado do Portal G1/ Imagem: retirada do portal da Revista Veja

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