Moto Legal

8 de novembro de 2009

Tribunal Popular do Judiciário - o POVO coloca o "Poder" Judiciário no banco dos réus na Região do Turi maranhense.


No dia 5 quinta-feira, iniciou-se a 4ª caravana regional do Tribunal Popular do Judiciário - TPJ, desta vez na região do Turi Maranhense com a culminância em Santa Inês - MA. As comitivas percorreram cerca de, 18 municípios da região onde foi colhida graves denúncias contra o Poder Judiciário Maranhense e em muitos casos o Ministério Público.

Pude ver claramente de que lado o Judiciário Maranhense, (que aqui digo, nem tem o prestígio ético e moral de ser titulado de Poder) está, é muito claro e notório que a corrupção, o interesse pessoal e apadrinhamento político estão presentes na maioria dos juízes maranhenses.


Auditório lotado no Centro de Formação em Santa Inês


Na audiência pública que realizamos em Carutapera, nós da comitiva: Jônatas Carlos (comunicador social e membro da Rede de Defesa do Vale do Mearim), Jucelita (Rede de Defesa do Vale do itapecuru), Gil e Janatan (Conselho Indigenista Missionário) e o Dr. Jorge Moreno (Juiz de Direito e um dos mais renomados juízes do Brasil) colhemos e ouvimos graves denúncias em que o Réu é o próprio Judiciário e em alguns casos o Ministério Público.

Ouvimos de uma humilde senhora de 56 anos, o seguinte relato: há 23 anos está com um processo na comarca deste município sobre questão salarial relacionado ao tempo em que a mesma foi funcionária do município e até o momento ainda se quer teve ter sido julgado pelos magistrados que por lá já passaram, ouvimos além deste relato.

Ficou evidente o total abandono em que se encontram as populações daqueles municípios, não bastasse à falta de respeito pela maior parte dos gestores municipais, cito aqui, o caso grave de Buriticupu – MA, onde o prefeito Primo depois de ter sido indiciado na Operação Arco de Fogo, está ele próprio ameaçando de morte os militantes sociais que os denunciaram, ainda tem que ser refém de um judiciário que oprime, humilham e trata o povo como escravo, é o caso de Maracaçumé-MA, onde a juíza daquela comarca determinou que um “guarda municipal” prendesse a professora Divina, tudo por conta da mesma ter ido a Casa da Justiça, para obter ter informações da juíza sobre o andamento de um processo sobre pensão alimentícia que há oito meses está atrasado e até o momento a juíza ainda não deu a sentença, simplesmente pelo fato da professora Divina, em outras oportunidade ter denunciado algumas irregularidades envolvendo a juíza.

Articuladores da Caritas Diocesana de Viana, ameaçados de morte pelo Prefeito Pirmo de Buriticupu.


Santa Inês sediou o que seria a última etapa da caravana regional do TPJ, antecedendo a estadual, que será em São Luís no dia 1º. de dezembro. Mas como é grade o desejo de JUSTIÇA a sociedade civil organizada, através da Rede de defesa da Região dos Cocais, solicitou que nesta região seja sediada uma nova caravana regional, que já atendida pela comissão organizadora, acontecerá dias 16 as audiências municpias na região e 17 de novembro a culminância em Presidente Dutra - MA.

Um comentário:

JOSEVANDRO disse...

A JUSTIÇA DO MARANHÃO É UMA VERGONHA!!!