Obras Mais Asfalto

4 de agosto de 2009

EU VI FOGO NOS OLHOS DE COLLOR, DISSE SIMOM

Em meio a crise do Senado Federal, o senador Pedro Simom/PMDB-RS ontem a noite viu fogo nos olhos do senador Collor/PTB-AL, quando o mesmo pediu que Simom não pronunciasse mais seu nome dentro da casa. Os assessores de Pedro Simom lhe relembraram o que o pai de Collor foi capaz em 1963, portanto filho de peixe, peixinho é!
O senador Arnon de Mello, pai do ex-presidente Fernando Collor, matou com três tiros à queima-roupa o senador José Kairala, no próprio plenário. Silvestre Péricles Goes Monteiro, irmão do general Goes Monteiro, tentou impedir Arnon de Mello de lhe fazer críticas. Arnon, péssimo de mira, tentou acertá-lo, mas os tiros atingiram em cheio o suplente do Acre que exercia seu último dia de mandato antes de devolvê-lo ao titular. A viúva, que criaria os três filhos trabalhando de lavadeira para prover os filhos, disse no velório no Salão Negro do Senado, onde estava presente o presidente João Goulart: “Ele nem havia tirado fotografia (de senador)!” No entanto, se fosse um senador de São Paulo criar-se-ia uma crise sem igual. O mesmo Senado que paga passagem aérea para os parentes e amigos dos senadores deixou abandonada a família de um inocente. Arnon de Mello nunca indenizou a família da vítima. E, claro, o senador assassino foi inocentado pela Justiça. Cláudio Humberto, porta-voz de Fernando Collor, em seu livro Mil Dias de Solidão, narra essa tragédia.

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