Obras Mais Asfalto

5 de novembro de 2008

HISTORICAMENTE É ELEITO O 1º PRESIDENTE NEGRO DOS ESTADOS UNIDOS

Nome: Barack Obama
Nascimento: 4 de agosto de 1961, Honolulu.
Educação: Universidade de Columbia, bacharelado; Harvard Law, doutorado juris.
Carreira: Líder comunitário, Projeto de Desenvolvimento de Comunidades, 1985-88; advogado, firma de Miner Barnhill e Galland, 1993-2004; Senado do Estado de Illinois 1997-2004; Senado dos Estados Unidos, 2004-atual.
Família: Casado desde 1992 com Michelle Robinson Obama; duas filhas, Malia, nascida em 1998; Sasha, nascida em 2001.
Hobbies: Basquete, escrever, golfe, pôquer, ler, passar tempo com sua família, assistir ao "SportsCenter" na ESPN.


A pouca experiência política do novo presidente
Ele foi senador por apenas quatro anos e, antes disso, legislador de Illinois por oito. Em 2007, ele anunciou que seria pré-candidato à presidência dos EUA e, ao longo de 2008, enfrentou uma longa batalha com a senadora Hillary Clinton para assegurar sua candidatura. Mas a “improvável” história de Obama começa no Havaí, há 47 anos. Seu pai, também chamado Barack Obama, era um aluno negro com bolsa de estudos que viajou de sua pequena vila no Quênia para estudar na Universidade do Havaí. Sua mãe, Ann Dunham, era branca e tinha só 18 anos quando eles se conheceram numa aula de russo. Barack - “abençoado” em árabe - nasceu em 4 de agosto de 1961. O casamento de seus pais durou pouco. Seu pai deixou a família para estudar em Harvard quando seu filho fez dois anos, voltando apenas uma vez. O menino foi criado pela mãe (que se casou de novo e teve a menina Maya) e pelos avós maternos.
Primeiro emprego
Além do Havaí, Obama morou na Indonésia, em Nova York, onde estudou, e em Chicago, que se tornaria a sua base política. Obama chegou a Chicago em 1985, com um diploma universitário, um mapa da cidade e um novo emprego - organizador de comunidade. Salário inicial: US$ 13 mil por ano (incluindo dinheiro para despesas com automóvel).
Trabalhando para o Projeto de Comunidades em Desenvolvimento, Obama organizou igrejas negras no bairro industrial de South Side, uma área prejudicada pela perda das usinas de aço e das fábricas. Suas tarefas eram mobilizar os residentes a promover mudanças, seja fazendo um lobby por um centro de treinamento para empregos, seja exigindo mais parques ou removendo amianto de casas.
Em três anos como organizador, Obama se tornou cada vez mais consciente dos limites daquilo que poderia conquistar e foi ficando cada vez mais pragmático, diz Gerald Kellman, o homem que o contratou. A experiência de seu pai como funcionário público na África era uma história que servia como exemplo. “Ele tinha essa noção de que seu pai era idealista demais e não era prático o bastante... e não havia conseguido o que queria”, acrescenta ele. Pouco depois, Obama partiu para Harvard, onde se formaria em Direito, em 1991. Lá, ele viveu dois momentos cruciais. Um foi durante o primeiro verão em que trabalhou numa grande firma de advocacia em Chicago e conheceu outra graduada de Direito em Harvard, Michelle Robinson, que se tornaria sua esposa em 1992 e a mãe de suas duas filhas, Malia e Sasha. Outro foi um triunfo pessoal: Obama chegou às manchetes quando foi eleito o primeiro presidente negro do Harvard Law Review, talvez a mais prestigiada publicação jurídica do país.
Vida política
Ao se formar, apesar das ofertas para advogar, Obama decidiu seguir carreira política. De volta a Chicago, Obama se juntou a uma pequena firma de direitos civis, criou uma campanha e deu aula de direito constitucional na Faculdade de Direito da Universidade de Chicago.
Em 1996, ele foi eleito para o cargo no Parlamento estadual representando Hyde Park - a região em South Side que inclui a universidade e alguns bairros bastante pobres. Obama ajudou a mudar as leis sobre pena de morte, ética e perfil racial, e ganhou crédito de impostos para trabalhadores pobres. Mas ele falhou em sua campanha pelo seguro saúde universal. Passados oito anos como legislador estadual, Obama consegue eleger-se senador, em 2004. Não precisou, portanto, posicionar-se quanto à invasão do Iraque, definida no ano anterior. Ao mesmo tempo em que ganhou força política, Obama também encontrou desprezo. Alguns legisladores inicialmente pensaram que ele era um pouco arrogante. Em contrapartida, líderes negros já questionaram se Obama seria “negro o suficiente”. Em seu livro “A audácia da esperança”, ele diz que ser senador o poupou de alguns dos “esbarrões e hematomas” que muitos homens negros suportam. Mas também escreveu que havia enfrentado “o ritual de mesquinharias”, incluindo guardas de segurança que o seguiram em lojas de departamentos, casais brancos entregando a chave do carro a ele do lado de fora de restaurantes, confundindo-o com o manobrista. “Eu sei como é quando as pessoas me dizem que não posso fazer algo por causa da minha cor e eu sei o gosto amargo do orgulho negro engolido".
Projeção
No mesmo ano em que se elegeu senador, Obama ganhou projeção nacional na Convenção Democrata. Desde então, ele tem tido o toque de Midas: escreveu dois livros best-sellers, ganhou um Grammy por ter gravado um deles, saiu capas de revista, colecionou aparições na TV e foi subindo, mês a mês, nas pesquisas de intenção de voto. Mas sua inexperiência também deu as caras. “Como candidato, seus desempenhos em debates tendiam ao irregular, impositivo em um momento, defensivo e tímido no próximo”, opinou o “The New York Times”. “Ele é incandescente em comícios, mas nos dias de 18 horas que antecederam as primárias, ele podia soar distante e ranzinza frente a audiências menores”. Esta inexperiência será posta à prova a partir de 20 de janeiro de 2009, quando Obama assumirá como o primeiro presidente negro da história dos EUA.

Fonte: Portal do G1 da Rede Globo

2 comentários:

John Cutrim disse...

Parabéns pelo blogue meu amigo Jonatas, sempre que posso estou dando uam espiadinha aqui.

Um abraço e continue na luta!!!

Jonatas Carlos disse...

Obrigado meu nobre amigo John Cutrim, é um prazer enorme poder contar com vossa parceria, um abração.