Moto Legal

16 de outubro de 2008

Em depoimento à Polícia Federal-PF, eleitora levanta suspeita sobre votação em São Mateus


Data da publicação: 16/10/2008




A lavradora Simone da Silva Oliveira, em depoimento prestado na segunda-feira (13/10) ao delegado da Polícia Federal, Felipe Soares Cardoso, levanta suspeita em torno da votação na seção número 138, que funcionou no povoado de Juçareira, em São Mateus. De acordo com a lavradora, que foi presidente desta seção, a urna foi colocada para funcionar de forma incorreta e a supervisora, que ela não soube identificar o nome, chegou ao povoado apenas às 8h23s com a urna, quando deveria ter apresentado a máquina às 07h00 do dia 5 de outubro, a data de votação.
No relato ao delegado, Simone Oliveira conta também que verificou ao abrir o malote que não existia o disquete para a inicialização da urna, recebida no dia 03 de outubro, mas que o dispositivo já se encontrava dentro da própria urna. Simone afirmou ter reclamado o fato a todos, mas de novo a supervisora voltou a dizer que era normal. De acordo com a lavradora, a orientação do juiz eleitoral, no entanto, era para que só na abertura da urna fosse inserido o disquete para realização da zerésima, operação que mostra que a urna está vazia de votos e assim pode iniciar a votação.
Apesar do problema registrado, conta a lavradora que a supervisora iniciou a votação por volta das nove horas, mas por volta das 11 horas a urna parou de funcionar, quando votou um eleitor, apresentando a mensagem: “máquina desligada”. A presidente da seção relatou ao delegado que diante do problema deixou os fiscais de partidos guardando a urna e foi atrás da supervisora, que se encontrava na sede de São Mateus. Lá, comunicou o fato ao juiz, que disse que mandaria substituir a urna, mas foram enviados técnicos que abriram a urna e colocaram “um parelho”, fazendo a máquina voltar a funcionar por volta das 13h00.
Reparado o problema, o trabalho prosseguiu normalmente até as 17h00, momento de encerramento da votação, quando entregou senhas para um policial fornecer às cerca de 50 pessoas que estavam na fila.
Entregou a ele 100 senhas, mas o policial não recolheu os documentos dos votantes, apesar da orientação do juiz nesse sentido, e que o mesmo não devolveu as senhas que sobraram. Relatou ainda que o fiscais de partidos consignaram em ata que a zerésima não havia sido feita, colocando a urna no malote que foi recolhido pela supervisora, que o levou para o fórum
eleitoral de São Mateus.
Sobre os incidentes que terminaram na destruição do
prédio da prefeitura, por eleitores revoltados com o resultado das eleições ganha pelo prefeito Rovélio contra Miltinho Aragão, por 13 votos de diferença, a lavradora afirmou que não viu quem trouxe a multidão e a incitou para atear fogo no prédio ou se algum candidato transportou ou incitou eleitores.




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