25 de outubro de 2019

Eleições 2020: Empresários realizam encontro de apoio a Atanildo como pré-candidato à sucessão do prefeito Miltinho em São Mateus-MA

Atanildo discursa aos empresários durante encontro
Na noite desta quinta-feira, 24, diversos empresários e comerciantes de São Mateus-MA se reuniram na residência dos empresários Arlindo e Josaína, para declarar apoio a pré-candidatura à prefeito do secretário Atanildo Oliveira como sendo a melhor opção para suceder o prefeito Miltinho Aragão nas eleições do ano que vem.

Ao final do encontro os empresários apresentaram uma carta de apoio político  e que foi assinada pelos presentes, a mesma será entregue pessoalmente por uma comissão ao prefeito Miltinho nos próximos dias. 
Segue abaixo o conteúdo da carta de apoio:

CARTA DE APOIO POLITICO 

Excelentíssimo Senhor Prefeito Hamilton Nogueira Aragão,

Os empresários e comerciários de São Mateus do Maranhão, aqui representados por todos os presentes, olhando a atual conjuntura politica e econômica de nossa cidade, vem através desta carta esclarecer nosso posicionamento.
Excelentíssimo Prefeito, é sabido por toda a população de São Mateus o trabalho e empenho com que o senhor e sua equipe de trabalho, vêm conduzindo esta cidade, mesmo depois de um longo período de crise financeira, onde manchou sua administração por atrasos nos pagamentos de funcionários e fornecedores, coisa que nos últimos anos percebemos um equilíbrio neste ponto, cremos que, além de sua boa vontade e empenho, isso se dá pelo belíssimo trabalho de sua gestão financeira, liderada pelo secretário da pasta Atanildo Oliveira, pois o que se houve entre os empresários é que a economia local tomou novos rumos depois que o senhor Atanildo assumiu a pasta.
Sobre a conjuntura politica, temos um olhar mais aberto, por estar de fora da esfera publica, vendo assim que hoje a ideia de retrocesso é equivocada, assim como de uma hierarquia familiar, pois não sentimos nas duas ideias a convicção necessária para dar continuidade ao trabalho, que hoje é desempenhado pelo senhor, tanto da parte de infraestrutura, quanto na parte econômico-financeira. 
Diante deste contexto, hoje, nós que formamos a classe empresarial de São Mateus, que geramos centenas de empregos diretos e indiretos, ajudando assim essa economia e, como formadores de opinião, não poderíamos ficar omissos diante do cenário de sucessão que estamos vendo se encaminhar. Nós empresários, afirmamos ao senhor que apoiamos incondicionalmente o nome do Atanildo Oliveira para sua sucessão, pois não acreditamos que hoje haja um nome melhor avaliado por todos para o mesmo.








26 de setembro de 2019

Janot diz que foi armado a sessão do STF para matar Gilmar Mendes e se suicidar

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse nesta quinta-feira (26), ao jornal Estado que, no momento mais tenso de sua passagem pelo cargo, chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, afirmou Janot. 
Em entrevista ao jornalista Valmar Hupsel Filho, o ex-procurador-geral disse que, logo depois de ele apresentar uma exceção de suspeição contra Gilmar, o ministro difundiu “uma história mentirosa” sobre sua filha. “E isso me tirou do sério.”
Em maio de 2017, Janot, na condição de chefe do Ministério Público Federal, pediu o impedimento de Gilmar na análise de um habeas corpus de Eike Batista, com o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório Sérgio Bermudes, que advogava para o empresário.
Ao se defender em ofício à então presidente do STF, Gilmar afirmou que a filha de Janot – Letícia Ladeira Monteiro de Barros – advogava para a empreiteira OAS em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo o ministro, a filha do ex-PGR poderia na época “ser credora por honorários advocatícios de pessoas jurídicas envolvidas na Lava Jato”.
“Foi logo depois que eu apresentei a sessão (...) de suspeição dele no caso do Eike. Aí ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal... e aí eu saí do sério”, afirmou o ex-procurador-geral.
Janot disse que foi ao Supremo armado, antes da sessão, encontrou Gilmar na antessala do cafezinho da Corte. “Ele estava sozinho”, disse.
“Cheguei a entrar no Supremo (com essa intenção)”, relatou. “Ele estava na sala, na entrada da sala de sessão. Eu vi, olhei, e aí veio uma ‘mão’ mesmo”.
O ex-procurador-geral disse que estava se sentindo mal e pediu ao vice-procurador-geral da República o substituir na sessão do Supremo. A cena descrita acima não está narrada em detalhes no livro Nada menos que tudo (Editora Planeta), no qual relata sua atuação no comando da Operação Lava Jato. Janot alega que narrou a cena, mas “sem dar nome aos bois”.
O ex-procurador-geral da República diz que sua relação com Gilmar já não era boa até esse episódio, mas depois cortou contatos. “Eu sou um sujeito que não se incomoda de apanhar. Pode me bater à vontade... Eu tenho uma filha, se você for pai...”

Eleições 2020: Adriano Sarney é o pré-candidato a prefeito de São Luis com o maior índice de rejeição

Adriano Sarney ao lado de seu avô José Sarney

A última pesquisa realizada pelo Instituto Econométrica sobre intenção de voto nos pré-candidatos que se lançaram até agora na corrida pela sucessão municipal revela que o sentimento anti-sarneysista continua muito forte em São Luís, cidade em que o grupo liderado pelo ex-presidente José Sarney e sua filha Roseana nunca elegeu um represente para comandar a prefeitura.

Bastou aparecer um suposto pré-candidato com o sobrenome Sarney para a população se manifestar, rejeitar e mandar o recado de que deseja continuar vendo o grupo oligárquico, que mandou no Maranhão ao longo de quase cinco décadas, bem longe da prefeitura da capital desde que as capitais voltaram a ter direito de eleger seus prefeitos.
Conforme o resultado da Econométrica, divulgado por alguns blogs, o deputado estadual Adriano Sarney, neto de velho oligarca, aparece como o mais rejeitado. Nada menos que 35,7% dos entrevistados disseram rejeitar sua candidatura, ficando, inclusive, a frente do ex-prefeito Tadeu Palácio que aparece com 28,3%.
Diante de tanta rejeição aos Sarneys, aliados do deputado Adriano tentam convencê-lo a desistir de participar do pleito, pois acreditam que não existe clima para uma candidatura com este sobrenome após a ex-governadora e principal liderança do grupo, Roseana Sarney, ter sido derrotada no primeiro turno em 2018 para Flávio Dino.
Conforme comentou um aliado do parlamentar neto de José Sarney numa roda de jornalistas, uma nova derrota humilhante, como foi a de Roseana para Flávio Dino em 2018, só traria mais desgaste político à família do ex-presidente, hoje aposentado e transformado numa espécie de conselheiro dos velhos caciques do MDB nacional.